Da série Entremeados Filosóficos.
Quando eu era criança, gostava de dormir sob a parreira nos dias amenos de férias.
Agora, já adulta, ainda gosto.
Certas coisas sempre ficam, não importa o quanto nós crescemos, amadurecemos, envelhecemos e ficamos chatos.
Ainda gosto de dormir sobre a parreira; ainda gosto de admirar a pitangueira, ainda gosto de brincar de pique-esconde; ainda gosto de brigadeiro mole com a Gabi; ainda gosto de ir pra roça e descer o morro sentada num pedaço de papelão; ainda gosto de me aventurar por lugares que não conheço (e me perder no caminho, mas faz parte); ainda gosto de massa de pão de queijo crua; ainda gosto de café da manhã servido pela mamãe, enquanto assisto a desenhos animados estando embrulhada num cobertor bem quente; ainda gosto de passar a tarde inteira na piscina; ainda gosto disso; ainda gosto daquilo...
Ainda gosto de muitas coisas de quando era criança. Mas já sou adulta. O gostar de coisas de criança não implica que eu ainda seja criança ou seja infantil. Apenas indica que fui muito, mas muito feliz em minha infância. ;D
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